Ballet Nacional do Brasil

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Carta enviada pelo jornalista, professor de comunicação social e estudioso da dança Brasileira, Pedro Paulo Braga, à bailarina e coreógrafa Maria Dolores Pestelli, diretora do Ballet Nacional do Brasil e do Centro de Estudos Coreográficos e Artes das faculdades Cruzeiro do Sul - Cieca.

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Jornal Diário de Guarulhos

Professor de Joinville, credenciado pela tradicional escola russa, dá curso no Liceum de Dança

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A Praça é do povo como o céu é do condor

O Ballet Nacional do Brasil estréia em plena praça pública, ali no meio de engraxates, bancários, comerciantes, office - boys e gente do povo. São treze horas da tarde. Ouço as baladas do sino do Mosteiro de São Bento tocando. É gente passando apressada entrando nos bares e nos bancos, somando juros, pagando contas em atraso.

Sobe ao palco improvisado, entre caixas de sons e microfones, o pessoal do grupo, todos eles jovens do Ballet Brasileiro. De início, apenas se ouve o ruído de música desconcertada, mas intuitivamente repensada pelos ouvidos atentos dos ocupantes do grupo. E o primeiro bailarino levanta-se em passos lentos como um Deus africano. Os Olhos atônitos dos transeuntes ficam parados num ponto. Que estaria acontecendo? Quem são aqueles jovens? Que mensagem pretendem transmitir ao povo?

O Ballet recomeça, com mãos e braços levantando-se, num ritual de espanto. Olhos atentos, corpos erguidos e a musica divinal de Villa Lobos.

Vai se adentrando tomando corpo, avançando no compasso. Agora começo a atender a dança das abelhas. Um filamento de ordenação nos gestos nas cabeças erguidas, os olhos ganhando o espaço. Já se disse que " a dança é o néctar dos deuses ". Um passo a mais, ou um passo a menos tudo se completa, é interligação, hamornia do corpo, num abraço mudo. É a dança que se ensaia na sua linguagem viva mostrando a hora do encanto. No final, a mensagem vem do aplauso. Há algo no ar que justifica o apelo pelo entendimento das pessoas simples que cercam o espaço. A rua é do povo; e para o povo, jamais, em tempo algum, fez-se algo tão envolvente e tão divinal, que mude sua rotina. O Ballet, a dança nas ruas. A dança é vida, e os moços voam no palco da vida. É a dança brasileira que flutua. As consciências se abrem para a contemplação do belo. O corpo e a alma se entrelaçam. "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" dizia o poeta Fernando Pessoa.

A dança é a alma do povo. Nos teatros gregos do tempo de Eurípedes e Dioníosio, a dança fazia parte ativa da vida do povo. As boas colheitas eram celebradas com cânticos e danças ao ar livre. Vamos, portanto, ressuscitar a nossa autêntica e genuína dança, levá-la à praça pública, como estão fazendo os moços do Ballet Nacional do Brasil. Meninos, vocês estão de parabéns. Vamos prestigiar o Ballet do mesmo modo como é feito na União Soviética e em Cuba. Ballet é cultura, é arte, é vida.

Jornal - DIARIO DE PERNAMBUCO ( VIVER )
Matéria publicada no dia, 11 de Junho de 1996

No domínio do clássico

O Ballet Nacional do Brasil, com dez anos de existência, é um dos três mais importantes conjuntos de dança de São Paulo. A companhia da coreógrafa Maria Dolores Pestelli segue o padrão das técnicas russas de balé. Amanhã, às 20h30, no teatro do Parque serão apresentadas três coreografias do seu repertório: L'Aprés Dun Faune, Apollon Mussacéte e Mandu Sarará. Durante o primeiro 1 primeiro festival Nacional de Dança do Recife, realizado semana passada Apollon Mussacéte, foi bem recibido pelo público. Está é a primeira vez que o grupo excursiona pelo Nordeste e aproveita também para fazer oficinas com bailarinos adiantados nas cidades por onde passa.

L'Aprés Dun Faune, com música de Claude Debussy e remontagem original da coreografia de Vaslav Nijinsky, tem 12 minutos de duração e causou furor quando foi criada: girar em torno da figura de um fauno, uma entidade entre o humano e o animal. É um balé apresentado na palma do pé. Remontagem de coreografia original de George Balanchine, com música de Igor Stravinsky Apollon Mussacéte traz o ideal da beleza grega: a busca do belo. Aparecem três ninfas, cada uma responsável por uma manifestação da arte, ou seja, a poesia, a música e o teatro. Tem duração de 27 minutos.

A musicalidade brasileira chega pelo Mandu Sarará, com musica homônima de Heitor Vila Lobos. Coreografada pela diretora da companhia, Maria Dolores Pestelli, Mandu encarna a folclorização dos elementos da cultura africanas, mas sob a ótica clássica.

É um balé de muito fôlego, que faz cerca de 150 apresentações por ano e sobrevive, praticamente, das aulas da escola ao qual esta atrelado e dessas exibições.

Jornal - PERNAMBUCO (RECIFE)
Matéria Publicada no dia 12 de Junho de 1996

Balé Nacional no Parque

O público de dança tem hoje no Teatro do Parque a oportunidade de ver o Balé Nacional do Brasil, grupo Paulistano criado há 11 anos, dirigido pela bailarina Maria Dolores Pestelli ex - integrante do Balé Bolshoi. Com formação clássica, o grupo incluiu duas coreografias de composições eruditas e um número de folclorização que encerra o espetáculo.

Os números clássicos serão Apolo, com coreografia de Balanchine e música de Igor Stravinsky e Fauno, coreografia de Vasiav Nijinski e música de Claude Debussy. O último número Mandu Sarará. Tem música de Heitor Villa Lobos e coreografia de Maria Dolores Pestelli. O espetáculo esta em cartaz somente hoje, às 20h30. Daqui, o grupo segue um turnê para Maceió e Aracaju.

Jornal - B GAZETA DE ALAGOAS
Matéria redigida por Fátima Vasconcellos. Publicada no dia, 19 de Junho de 1996.

SHOW DE DANÇA - Ballet Nacional do Brasil estréia no teatro de Bolso Lima Filho

Um show de dança vai marcar a programação cultural de Maceió, nesse final de semana, com o Ballet Nacional do Brasil. Estão programados quatro espetáculos. O primeiro será hoje, às 20h:00 horas, no teatro de Bolso Lima Filho. O grupo paulista se apresentará também amanhã no mesmo local, às 16h:00 horas, e às 20h:00 horas exibindo outra coreografia. No domingo, os bailarinos farão a festa no Papódromo, às 20h:00, levando àsquela comunidade carente a oportunidade de prestigiar a delicada arte do balé. O grupo não tem fins lucrativos, leva a arte da dança e da música ao povo no âmbito comunitário, nacional e internacional, buscando criar uma nova tradição com estilo e raízes nacionais. A coreógrafa e bailarina Maria Dolores Pestelli, diretora do grupo, é formada em balé clássico pela escola Municipal de Bailados de São Paulo. Ela fez especialização sob supervisão de Eugênia Feudorova e pós-graduação na Escola de Milão (Itália), sob a orientação de Dobrievich.

Com um currículo de peso, Dolores já conquistou vários prêmios com o Ballet Nacional do Brasil. De 1975 a 1977, foi vencedora nos Festivais de Cannes e Marseille (França). Em seguida, mudou-se para a então União Soviética onde estudou na Escola de Coreógrafos e atuou como bailarina no balé Bolshoi. No início da década de 80, voltou a São Paulo e começou seu trabalho de docência nos cursos técnicos de formação de bailarinos. Com apoio da Universidade Cruzeiro do Sul dirige o Centro de Estudos Coreográficos e Arte.

A vinda do Ballet Nacional do Brasil a Maceió foi viabilizada pela secretaria Estadual da Cultura no intuito de oferecer intercâmbio cultural e fomentar o circuito de artes no Estado. O balé, por sua vez, busca criar uma tradição com estilo e raízes nacionais.Para tanto, os 12 bailarinos do grupo, além de atuarem em outras atividades, dedicam uma boa parte de seu tempo trabalhando um repertório comparável ao de grande companhias nacionais.

O gosto pela arte da dança e a garra do Ballet Nacional impressionam tanto o professor de Comunicação Social, estudioso de Dança Brasileira e jornalista baiano, Pedro Paulo Braga que, em 1989 ,quando da estréia do grupo nas ruas de São Paulo, ele escreveu àdiretora Pestelli: "a rua é do povo, para o povo. Jamais se fez nada tão envolvente e divinal que mudasse a rotina. O Ballet Nacional estréia em plena praça pública, em meio a engraxates, bancário, comerciantes e gente do povo. Meninos vocês estão de parabéns!".

Jornal - O DIÁRIO (CADERNO 2) de Maceió
Matéria Publicada no dia 20 de julho de 1996

Balé Nacional é aplaudido em Maceió

Depois dos ensaios abertos e da estréia em Maceió, ontem, sob aplausos fortes, o Ballet Nacional do Brasil volta a se apresentar neste sábado, em duas seções, no teatro de Bolso Lima Filho (Secult), às 16h e 20h. O grupo paulista faz quatro espetáculos diferentes. Amanhã, dançam no Papódromo, às 20 horas. Para Maceió, ontem, o grupo reservou os seguintes repertórios: com a coreografia de George Balanchine, "Apolo", montagem de Dolores Pestelli, música de Stravinsky, encimado na mitologia grega em torno das musas da leitura, dança e música. Também "Mandu Sarará " (Música de vila Lobos, sobre festa dos orixás) e "Bailé ".

O programa de hoje, às 16h, Concerto Branco, Vicking o Baile, Quilombo e Mandu Sarará. Às 20 horas, Pas des Quatre, Suíte de Les Sylphides e Mandu Sarará. Para amanhã, domingo, Apolo e Mandu Sarará.

Os espetáculos contam com apoio da Academia Emília Vasconcelos e Funted - Secult.

Jornal : A TARDE
Matéria publicada no dia 28/07/1996

Shoppings são a grande atração

Os shopping centers de Salvador já se tornaram uma das melhores opções do final de semana. Atualmente, diversas atrações culturais e esportivas atraem um número cada vez maior de freqüentadores. A exemplo do que ocorreu ontem no shopping center Lapa, com uma exibição, no final da tarde, do Ballet Nacional do Brasil que apresentou a coreografia "Apollon Mussagat", de Balanchine, com Música de Stravinsky. Em tempos de Olimpíadas, o Shopping Barra promoveu sua competição simulada com diversos jogos para a garotada como golfe, arco e frecha, dardo e corrida de obstáculos, entre outros. No Iguatemi, a maior atração ainda é a pista de patins, bastante concorrida.

Os shoppings substituem as praias. Por causa das chuvas, neste final de semana, há opções para todos os gostos. O telão, instalado na área de comida e bebidas do shopping Barra, permitiu que o público não perdesse os melhores lances de vôlei de praia, com direito à torcida organizada. "Além de diversão, os shoppings oferecem segurança", comentou Adilson Souza, que garante não perder um sábado com os filhos nestes locais.

Mas a grande atração de ontem ficou por conta do Ballet Nacional do Brasil que atraiu grande público no shopping Lapa, com coreografia sobre as Musas de Apolo, inspirada na mitologia grega, sob a direção de Maria Dolores Pestelli, ex-integrante do Scala de Milão, que conseguiu emocionar a platéia. No próximo dia 4, O Ballet será mostrado no shopping Barra.

Jornal : TRIBUNA DE MINAS (CADERNO 2)
Matéria Publicada no dia 28/07

Música cede o palco à dança para retratar barroco

O VI Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga abre espaço hoje para a dança num projeto de integração entre balé, coral e orquestra - com direito à estréia nacional. O Ballet Nacional do Brasil -Companhia de dança, que recebe apoio da Universidade Cruzeiro do Sul, de São Paulo, faz às 20h, no Teatro Pró-Música, a primeira apresentação no Brasil do espetáculo Barroco Brasileiro do Século XVIII, contando um pouco da vida de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.

Com coreografia de Maria Dolores Pestelli, pesquisa musical de Paulo de Tarso Salles e regência de Míriam Utsunomiya, o espetáculo envolveu a participação de 47 artista entre bailarinos, músicos e cantores. A partir de temas sacros, composto por Emerico Lobo de Mesquita e Marco Coelho Neto - Antônio, Gradual para Domingo de Ressurreição e Ladainha - O Ballet vai retratar o instilo Barroco mineiro da época.

A regente Mírim Utsunomiya é bacharel em música pela fundação do Paraná. Foi professora da Universidade Federal do Mato Grosso e, atualmente, leciona regência, piano, técnica vocal na Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo. Na programação de apresentações, que diariamente são feitas às 17h, no palco montado no Calçadão da rua Halfeld, a opção de hoje é ouvir os músicos que estarão tocando clarineta e oboé.